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Em casa

Estávamos desde Agosto em casa dos meus pais por causa das obras. As saudades da nossa casa eram imensas, mas tínhamos combinado só voltar quando tudo estivesse no sítio. Limpo, arrumado e com aprumo. Quis o destino que assim não fosse, pelo menos totalmente.
Na quinta-feira após uma ida às urgências, com ordem para ficar em casa, o problema colocou-se. Como ficar em casa dos meus pais se a casa é enorme e cheia de escadas? E as saudades? Ou era agora ou sei lá quando seria.
Toda a nossa casa estava pronta, à excepção do vale de engoles que foi a sala nesta altura. Os quartos estavam com os móveis montados, limpos, arrumados, tudo pronto. A cozinha tinha sido durante 3 tardes seguidas limpa pela empregada, não ficou nada no sítio, tudo tinha sido tirado, lavado, limpo e arrumado. Faltava só mesmo a sala. Faltava não.... Falta!
E lá viemos nós de malas e bagagens no sábado.

A vontade de me atirar à sala é ENORME, arrumar, limpar, colocar no sítio.... mas não posso. Tenho medo de fazer algum esforço que prejudique a gravidez e já falta tão pouquinho.... para te cheirar, para te pegar....
Aquilo que me apetecia MESMO fazer hoje, era lavar os tapetes. Aspirava-os muito bem. E depois era só lavar e esfregar, esfregar e lavar, lavar e esfregar. e provavelmente no fim do dia ir para o hospital para ter o João. Por isso, é que fico sossegadita.

Sossegada, é como quem diz. Porque o tele trabalho foi feito para alguma coisa e já estou desde as 9h a trabalhar. Senão ficava doida.

Resultado de tanta agitação

Às vezes não sei bem medir as coisas que faço e ainda menos a intensidade com que me envolvo nas coisas.
O trabalho é uma delas. Gosto do que faço, gosto de ser reconhecida pelo que faço, gostava de fazer um pouco mais. E é aqui que falho.
Muitas vezes irrito-me, enervo-me, sinto-me frustada. Outras vezes ando numa correria louca a tentar cumprir prazos absurdos marcados por quem deixa tudo para a última. Mas o que me faz pior é a sensação de que o que faço poderia ser melhor feito e essa sensação dá cabo de mim.
O resultado muitas vezes são lágrimas, outras são nervos. Claro que neste 10 anos de trabalho, tenho tido momentos muito bons, e até de reconhecimento, mas com as hormonas todas aos saltos, e com a licença de maternidade à porta, os nervos aumentam e tenho trabalhado demais. Não só em horas, como em ritmo.
O resultado?!?!?!
Dores fortes. Contracções. Risco de parto prematuro. E baixa, por 30 dias e nem pias!
Não descansas a bem, descansas a mal.
Toma lá que é para aprenderes!

Completamente doida

Foi este o veredícto!!!! Estou, aliás sou, completamente doida.
É um facto consumado e não vale a pena tentar dissimular a verdade.

Desde quarta-feira que não sentia o meu bébé. Paniquei. Literalmente.
Ao ponto de no sábado de manhã ter tido um ataque de choro provocado por um ataque de pânico. Depois da família perceber que eu não iria descontrair, mesmo com toda a retórica do: - Mas se na terça fizeste a morfológica e estava tudo bem.... ou - Quanto mais te sentires stressada e ansiosa, mais contraído vai estar o útero menos sentes o bébé.
Nada, nada servia para me descontrair. E por isso mesmo a minha mãe pediu-me para telefonar à minha cunhada que é médica radiologista e é ela que me faz a maioria das ecografias. Liguei-lhe, ela estava de serviço no hospital.
Lá fui.
Demorámos 10 minutos para perceber que estava tudo bem. O coração batia. O bébé mexia. E as lágrimas não paravam de correr pela cara abaixo. O meu marido finalmente respirou fundo. Quatro dias de angústia profunda aguardada só para ele para não me afligir mais do que já estava.
Uma prova de amor, como nunca recebi. De facto és o melhor marido do mundo. E eu amo-te TANTO!
A adrelalina passou-lhe e com ela ficou uma sensação de zoeira uma má disposição provocada pelo relaxamento súbito.
Meu amor não tenho palavras para descrever o teu apoio e acho que te agradeço pouco.
Voltámos para casa, nas nuvens devo confessar.

À noite, sentada no sofá a bordar um babete, o rapaz não parava de mexer. E ontem à noite os movimentos eram tão intensos e definidos que até a barriga fazia movimento, ao ponto de o meu marido ter conseguido ver e se aperceber. Foi mágico.

Desesperada, doida ou completamente idiota?

Não sei como me descrever neste momento.
Desde ontem ao fim do dia que não sinto o meu rapaz.
Os movimentos dele sentidos por mim nunca passaram de sensações, mas eram o suficiente para me deixar com o maior sorriso nos lábios.

Na terça-feira de manhã fui fazer a ecografia morfológica e tudo estava bem. Meu bébé estava com bom desenvolvimento, dentro das semanas que deveria ter, e com o seu coraçãozinho a bater. Mas ontem quando me deitei ao contrário dos outros dias não o senti. Foi o suficiente para começar a viajar e a entrar em stress. oh céus. Resultado, dormi mal, e ainda estou aqui mega ansiosa.

Tenho tanto medo que alguma coisa corra mal

Eu sei que tenho de parar com isto e começar a curtir esta gravidez tão desejada. Meu marido diz-me para me acalmar, que está tudo bem, e que eu não posso fazer ecografia todos os dias... Mas e quem consola este meu coração, quando só me apetece é chorar....

Vai tudo correr bem, tenho de ter fé e esperança.

Amanhã

Para mim, amanhã é a minha terceira etapa.
A primeira foi o positivo no teste.
A segunda foi a passagem ao 2º trimestre sem problemas
A terceira será a morfológica.

E para passar mais esta etapa só preciso de ouvir uma coisa: - Está tudo bem com o bébé.

tão simples quanto isso... ai angustia

Resumo da semana

A semana passada foi muito violenta para esta mamã to be.
Tive uma infecção brutal num dente, com direito a obcesso.
Resultado 8 dias a antibiótico, muitos ben-u-ron que nem por isso tiravam as dores, uma intervenção a sangue frio que deu direito à perca total de compostura e que me levou às lágrimas, compulsivas por sinal, em pleno consultório e agarrada à minha mãe. Shame on me!!!! Bonito de ver.
As sequelas reais espero que não sejam nenhumas, as sequelas emocionais é que fiquei atordoada. Completamente. Como estive pelo menos dois dias inteiros a apenas leite magro gelado, acabei por perder um pouco da camada adiposa que me reveste, o que resulta numa grande sisma que a barriga estava a diminuir. Neste momento, muito porque voltei a comer normalmente, a barriga voltou ao normal. Mas as preocupações, essas, mantêm-se!
E conhecendo-me como me conheço só se vão dissipar no dia da morfológica, ou seja, daqui a uma semana.
No entanto continuo a ser a mulher mais feliz do mundo!!! Sem margens para dúvidas!!!!!

Apenas um apontamento

Tenho me esquecido de referir que os resultados das análises da tolerância à glicose já sairam na segunda-feira. Liguei logo à médica para lhe dizer os resultados!!!!!!

Veredicto: Safei-me desta!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas tenho de ter cuidado!

De qualquer forma vou sábado à maternidade para ela me ver. Estou ansiosa.

Como ainda não sinto o bébé, e fiz ontem 18 semanas, estou preocupada. Acham que tenho motivos para isso??

Fome

Ando morta de fome.
Desde ontem que reduzi quantidades e melhorei na qualidade. Mas ando cheia de fome. Acho que é psicológico.

Por um lado pela alteração do cardápio e segundo porque ando a adiar a ida ao laboratório de análises. Tenho de estar em jejum e tirar sangue, beber um líquido mega doce (saí pr'a lá!!!) e passado uma hora tirar sangue, esperar mais uma hora e tirar novamente sangue, isto tudo em jejum..... ninguém merece!!!!

Sábado vou fazer nova ecografia, espero vir com boas notícias. Ando meia preocupada porque tenho muitas dores na barriga, ainda não sinto o bébé mexer e julgo que poderão ser gases. Que coisa tão pouco romântica!!!! Mas a hipotese de poderem ser contracções assusta-me muito. Grávida sofre!!!!!! Mas é tudo por um bom motivo!!!!